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Construção civil investe em empreendimentos que garantam otimização energética

15 de julho de 2022 às 15:25
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Construção civil
Construção civil (Reprodução: divulgação)

Atualmente, uma grande tendência da construção civil é valorizar a luz natural. Isso acontece porque a iluminação solar é uma grande forma de trazer benefícios à saúde dos moradores e garantir mais sustentabilidade dos empreendimentos. Conforme dados do Atlas Brasileiro de Energia Solar, o Brasil é um dos países que mais recebe irradiação solar, com mais de três mil horas por ano.

Neste contexto, Maurício Wolder da Cunha, engenheiro civil da Construtora Andrade Ribeiro, o uso de luz natural valoriza os empreendimentos não somente pela questão ambiental, mas por tornar o ambiente mais agradável aos usuários. Segundo ele, “O planejamento de espaços com previsão de incidência solar garante otimização energética para o edifício como um todo”.

Ainda de acordo com o especialista, empreendimentos com maior entrada de iluminação tem sido um dos grandes destaque da construção civil, especialmente para aqueles que buscam encontrar salas comerciais. Sobre o tema, ele comenta: “O cliente se interessa por espaços abertos e integrados e a possibilidade de relação do ambiente interno com o externo é de suma importância. Fachadas envidraçadas sem interrupções e com entrada de luz natural é uma característica já padrão na procura por imóveis. O cliente foge de empreendimentos onde ele se sente fechado”

Além disso, Cunha aponta que algumas tendências estão em alta na construção civil, tais como fachadas de vidro com insulação, edifícios com substituição de pavimentos de cobertura por pavimentos livres, os rooftops, e os terraços verdes.

Neste sentido, um edifício previsto para ser concluído em dezembro de 2022 possui todas estas características. Construído pela Construtora Andrade Ribeiro, o Seventy Upper Mansion contará com suítes dos apartamentos com esquadrias com vidros insulados, controle térmico e acústico. Isso porque a planta do empreendimento foi criada para ter o máximo de luz natural nos ambientes.

No caso dos empreendimentos comerciais, também podemos citar o AR3000, também localizado em Curitiba. Com uma fachada envidraçada, a construção busca valorizar ainda mais a entrada de luz natural. Para isso, houve a instalação de vidros insulados com low-e e gás argônio, que também garante uma melhor eficiência energética e conforto aos moradores. Além disso, nos espaços de uso comum,  ainda é possível encontrar uma área ao ar livre, disponível para eventos corporativos.

Crescimento da Energia Solar

Atualmente, a população está cada dia mais consciente sobre a importância da preservação do meio ambiente. Devido a esta nova realidade, aumentou a procura por soluções sustentáveis e, preferencialmente, econômicas. Neste sentido, podemos dizer que a energia solar possui um grande papel na construção civil.

Em 2019, as fontes renováveis de energia – eólica, solar, hidráulica e bioenergia – obtiveram participação de 46,1% na Matriz Energética do Brasil. Surpreendente, a energia solar cresceu cerca de 92%, enquanto a energia eólica cresceu 15%. Tais aumentos foram responsáveis pela ampliação de fontes renováveis na matriz energética brasileira, conforme dados Ministério de Minas e Energia.

Neste sentido, é possível observar um grande avanço no mercado: o uso de fontes renováveis está em alta no Brasil, especialmente o uso de energia solar na construção civil. Produzir energia elétrica por meio da irradiação solar é excelente para o meio ambiente, por se tratar de uma fonte inesgotável e limpa, que também oferece autossuficiência ao consumidor.

Agência realiza seleção para vagas na construção civil.

Numa perspectiva técnica, o Brasil possui condições perfeitas para a utilização desses sistemas. Isso porque todas as regiões do país possuem boa incidência de luz solar, que é transformada em eletricidade ou usada para aquecimento solar da água.

Apesar desses recursos, a produção energética do Brasil ainda é dependente dos recursos hídricos. Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, somente em 2019, 65,2% da eletricidade foi produzida por hidrelétricas que, geralmente, necessitam de investimentos mais pesados e têm forte impacto no meio ambiente.

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