Friday, 20 de May de 2022

Crise do setor imobiliário da China não deve afetar a economia brasileira

O setor imobiliário da China, em especial as empresas Evergrande e Fantasia, passam por momento complicado, mas não ameaçam a economia do setor no Brasil

O setor imobiliário da China, em especial as empresas Evergrande e Fantasia, passam por momento complicado, mas não ameaçam a economia do setor no Brasil

A gigante da economia mundial China está passando por um momento delicado em relação ao setor imobiliário, com as empresas Evergrande e Fantasia em complicações para arcar com suas dívidas, o que acaba afetando a economia do país asiático. Entretanto, alguns especialistas comentaram acerca do problema nesta última terça-feira, (02/11) e afirmaram que o setor imobiliário no Brasil não deve ser afetado com essa situação.

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Em decorrência da instabilidade mundial causada pela pandemia do COVID-19, a logística do mercado da China foi balançada em diversos setores, sendo um deles o imobiliário. A gigante da economia mundial passa agora por um momento delicado em relação aos fundos imobiliários, uma vez que as empresas Evergrande e Fantasia estão passando por complicações para arcar com as dívidas contraídas durante este período. 

Rodrigo Cardoso, CEO do Clube FII, comentou acerca do mercado imobiliário e afirmou que “o fundo imobiliário é a modalidade mais conservadora dentro da renda variável. Você consegue ter um grau de previsibilidade muito alto e a volatilidade, comparado ao mercado de ações, é de apenas um terço”. Entretanto, o que se enxerga no setor imobiliário da China é o não aproveitamento dessa previsibilidade e práticas de desordem na administração, o que levou à crise atual do mercado chinês.

As empresas Evergrande e Fantasia acabaram contraindo um grande números de empréstimos e abrindo fundos para investimentos imobiliários de maneira descontrolada e, agora, precisam arcar com as dívidas que essa jogada causou para as companhias. No entanto, o setor no Brasil não conta com práticas como a alavancagem e dispõe de cerca de 30 empresas de capital aberto apenas nesse segmento, o que mantém a área em constante estabilidade no país, ao contrário do que vem ocorrendo com a China. 

Setor imobiliário brasileiro não deve ser afetado pela crise econômica que cerca a China 

A principal preocupação dos especialistas em relação a essa crise imobiliária que assola a China atualmente é com a economia do Brasil e como ela será afetada por esse momento. Entretanto, o mercado brasileiro ainda se mantém estável e bem organizado nos serviços imobiliários, uma vez que o setor no país conta com um grande arcabouço jurídico, que garante proteção tanto para os investidores quanto para os compradores, além de contar com um crédito imobiliário bastante seguro e em uma crescente constante pelo país. 

O resultado dessa organização imobiliária no Brasil são ótimos índices para o setor. De acordo com os indicadores do setor, as vendas de imóveis obtiveram um crescimento de 25% no primeiro semestre do ano. Já a pesquisa Abrainc/Delloitte aponta que 94% dos empresários buscam comprar um terreno nos próximos 12 meses, o que comprova a estabilidade brasileira frente à crise da China e como o setor não deverá ser afetado por esse momento de instabilidade internacional. 

Assim, o setor imobiliário do Brasil ainda conta com pilares fortes e que garantem a sua estabilidade, como uma alta demanda no mercado, uma boa proteção jurídica e financiamento seguro para os compradores. A expectativa é, então, de que o setor continue em uma crescente nos próximos anos e mais brasileiros possam ter acesso a sua casa própria.

Ruth Rodrigues
Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.