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Indústria da construção busca saída para disparada no custo de materiais

28 de junho de 2022 às 20:15
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custo de materiais
Custo de materiais (Reprodução: divulgação)

Nos últimos meses, a alta do custo de materiais de construção é um desafio para a indústria da construção. Nesta perspectiva, diversas empresas do setor estão com as suas atividades em risco, devido ao aumento constante do valor dos insumos empregados na construção civil.

Em maio deste ano, os materiais de construção tiveram um aumento de 1,7%, com foco para a alta do preço do aço, que chegou no patamar de 7% em comparação ao período homólogo. Devido aos aumentos, a indústria da construção busca saídas para amenizar a pressão de custos e encontrar novos fornecedores.

Neste sentido, foi aberto o terceiro lote de compra de aço turco, homologado pela Cooperativa da Construção Civil do Estado de Santa Catarina (CooperconSC) em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Tal ação visa driblar os custos da compra de aço e amenizar os gastos do setor até o fim de 2022.

Somente nos primeiros cinco meses do ano, o Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que define o preço dos materiais de construção, teve um aumento de 5,28%. Nos últimos 12 meses, o aumento foi de 11,59%, superior ao teto da meta inflacionária nacional de 5% para 2022.

ALTA DOS PREÇOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL (Canal: PLANARQ CAMPOS)

Dessa forma, o constante aumento preocupa os empresários da construção civil. Isso porque um levantamento da Sondagem da Indústria da Construção da CBIC com apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI) já previa o aumento dos custos de insumos no primeiro trimestre de 2022.

Os altos preços são um problema para a Indústria da Construção

Apesar da perspectiva negativa dos empresários sobre o preço dos materiais de construção, não é de hoje que o setor está abalado com a alta de preços. Em dezembro de 2021, um levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV) apresentou um aumento de 13,46%, maior elevação do indicador desde 2003.

Nesta perspectiva, a construção civil já está enfrentando um agravante no valor dos materiais de construção. Em comparação ao mesmo período de 2020, o valor dos insumos apresentou um aumento de 14,25%. Em geral, o preço aumentou cerca de 1,03% a cada mês, em imagens nunca vistas antes no setor.

Entre os materiais que mais apresentaram variação de preço, temos a massa de concreto (+1,70%) e a Argamassa (+2,23%). Entre os meses de janeiro a novembro de 2021, o custo de equipamentos e material de construção aumentou em 23,26%, o maior índice inflacionário desde 1996, apontou a FGV.

Um Grande Empecilho para a Indústria da Construção

Devido aos constantes aumentos, José Carlos Martins, presidente da CBIC, apontou que o aumento do custo de insumos resulta em uma “inflação da construção”, maior que a inflação nacional. Neste sentido, a inflação provoca descolamento entre renda, poder de compra e preço dos imóveis.

Além disso, ele também alertou que com o lançamento de novos imóveis, as empresas da indústria de construção terão que absorver esse aumento de gastos, impactando diretamente no preço das vendas. Devido ao crescimento exacerbado do setor, Martins acredita que os altos custos preocupam o futuro da construção, mas que não é o grande foco da construção civil no momento.

Como driblar a alta de preços?

Devido ao aumento de custos na construção civil, ficou mais difícil antecipar-se de eventuais descontinuidades e desfocados nas obras, obrigando os empresários a buscarem soluções alternativas. Neste sentido, uma das maneiras de driblar a alta dos materiais de construção é assumir negociações que aumentem as suas margens de lucros.

Além disso, tecnológicas inovadoras e novas ferramentas auxiliam as construtoras para realizar orçamentos e fazer compras. Sendo assim, é necessário utilizar ferramentas que centralizem o processo de compras e garantirem uma pré-qualificação dos fornecedores, para garantir materiais de construção mais acessíveis.

Consequentemente, é possível que os empresários tenham acesso a uma enorme gama de fornecedores. Assim, além de poder comparar preços, ainda é possível conseguir negociações amigáveis, que atrelam as condições do comprador com o estoque e disponibilidade do fornecedor.

Neste sentido, vale ressaltar que empresas negociando em alto volume obtêm mais vantagens em negociações. Como exemplo, temos empresas como a MRV e Cyrela, que negociam com seus fornecedores com antecedência, de modo a adquirir preços e condições diferenciadas no mercado.

Sendo assim, empresas que buscam pacotes de materiais de construção e serviços com bastante antecedência, pensando no custo de materiais, garantem a previsibilidade antes mesmo das obras começarem, e conseguem preços mais competitivos, especialmente devido ao alto volume de insumos solicitados.

Importação de aço turco via cooperativa vai a 3.º lote:

Para combater o aumento de preços na indústria da construção, a CooperconSC abriu a participação de empresas no 3º lote de Importação de aço turco CA-50, com Certificação através do Inmetro, conforme a Portaria 139/2021, que atende todos os requisitos da NBR 7480.

Neste sentido, esta cooperativa garante o processo completo, que vai desde o fechamento e implementação do pedido, até o faturamento da NFe e o agendamento de retirada no Porto Emissão de NFe, após a nacionalização dos insumos e pagamento de impostos necessários.

Devido ao alto custo do aço no Brasil e a sua importância na indústria da construção, a CBIC informa a suas associadas e parcerias que, independentemente do volume de carga, eles poderão ter acesso aos produtos importados, com preços e condições acessíveis.

Em busca de aumentar a competitividade da indústria da construção, a CBIC informou que está à disposição das cooperativas de compras de todo o Brasil, especialmente aquelas que buscam reduzir os custos do setor a partir dos seus Estados ou Regiões de atuação.

A Indústria da Construção e os intemperes da alta de preços

Atualmente, o alto custo dos materiais de construção coloca em risco o setor de construção. Isso porque os materiais de construção tiveram um aumento de 1,7% no último mês de maio, especialmente o aço, que teve um aumento de 7% em comparação ao período homólogo.

Por isso, diversos empresários da indústria da construção estão buscando soluções alternativas para driblar a alta de preços, especialmente no que diz respeito a encontrar novos fornecedores, para garantir preços mais competitivos.

Posteriormente, a Cooperativa da Construção Civil do Estado de Santa Catarina (CooperconSC) em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Homologou até o dia 17 de junho o terceiro lote de compra de aço turco, de modo a driblar os custo de materiais de construção e garantir a estabilidade do setor.

Atualmente, os desafios da construção civil têm sido pertinentes. Isso porque a alta de preços é somente um empecilho entre tantos outros, mas, em contrapartida, alguns benefícios — como os dispositivos móveis — surgiram para garantir  que o setor continue crescendo, já que a indústria da construção tem mostrado força no mercado como nunca visto antes.

Finalmente, os dados do Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), da Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontam o alto custo de materiais. Isso porque, nos últimos 12 meses, o teto da meta inflacionária nacional  — cerca de 5% — foi abatido pelos 11,59% de aumento dos materiais de construção. Basta aguardar para ver que as novas medidas trarão redução de custos à indústria de construção.

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