Saturday, 23 de October de 2021

Telhas fotovoltaicas: construção civil ganha telha de concreto capaz de produzir energia solar

Energia solar estará presente na construção civil através de telhas fotovoltaicas fabricadas pela Eternit, como alternativa de energia renovável

Energia renovável agora estará presente na construção civil através de telhas fotovoltaicas criadas pela Eternit

A construção civil, definitivamente, foi um dos setores que mais cresceu no decorrer do último ano. Apesar do aumento nos insumos e na mão-de-obra, o setor buscou se inovar ainda mais, sempre estava incrementando a tecnologia ao seu favor, de modo que os brasileiros pudessem usufruir do melhor. A telha de concreto, novo investimento tecnológico em energia renovável fabricada pela Eternit, promete elevar ambos os setores a partir dessa segunda-feira, 20. Pode até parecer ser um material de construção comum, no entanto, ao ser colocada no telhado, transforma a luz proveniente do sol, em energia. Assim, as telhas fotovoltaicas estarão contribuindo para o crescimento de energia solar no país.

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Quais as vantagens para os brasileiros que optarem por instalar as telhas fotovoltaicas?

De modo geral, essa é a primeira telha de concreto capaz de gerar energia, utilizando somente a luz solar. Ela será comercializada por uma das grandes empresas que atuam na construção civil brasileira, a Eternit. Após passarem por três longos anos em fases de testes, as telhas fotovoltaicas feitas de concreto BIG-F10 foram finalmente lançadas no mercado, para contribuir de forma significativa, nas obras brasileiras.

A demora nesse lançamento ocorreu para que as células fotovoltaicas conseguissem ser integradas ao material. Mesmo possuindo essa diferença das telhas normais, a telha solar possui o mesmo método de aplicação das demais, ou seja, diretamente no concreto, tomando o mesmo cuidado com as curvaturas que compõem o seu formato. Com a crise hídrica, houve um aumento na conta de luz, que corroborou para o crescimento da energia solar.

No entanto, em relação às telhas fotovoltaicas, essa não necessita que nenhum painel seja adicionado, para que possa ser uma fonte de energia renovável. Conforme explicado pelo responsável pela área de desenvolvimento de novos negócios da Eternit, Luiz Antonio Lopes, “O que existe hoje em larga escala são placas fotovoltaicas cujos modelos precisam ser instalados em cima dos telhados”. E assim, obter uma fonte de energia renovável, para evitar pagar valores abusivos todo mês.

Como obter as telhas fotovoltaicas, pagar menos e ter acesso a uma fonte de energia renovável?

Até o momento, as telhas de concreto ainda não foram disponibilizadas ao público geral, somente no decorrer dos próximos meses. Para realizar testes e verificar a sua eficácia, a empresa optou por vender as primeiras unidades para um grupo seleto de clientes, que residem no Estado de São Paulo e em Atibaia, região próxima onde está localizada sua fábrica. No entanto, a escolha não foi realizada de forma aleatória, mas sim, clientes previamente selecionados pela equipe técnica.

Telhas fotovoltaicas são utilizadas para testes em São Paulo. Fonte: Divulgação
Telhas fotovoltaicas são utilizadas para testes em São Paulo. Fonte: Divulgação

A Tégula Solar, nome dado a telha solar que será incrementada no setor de construção civil, possui 36,5 cm por 47,5 cm. É fabricada em concreto e na sua superfície, possui células fotovoltaicas, que geram uma potência de 9,16 W. Mensalmente, a média de produção dessa telha é de 1,15 Kwh e pode durar cerca de duas décadas.

Para Luíz Augusto Barbosa, presidente da empresa Eternit, atuante no setor de construção civil, o objetivo é “democratizar o acesso à energia elétrica originada a partir de fontes renováveis no Brasil, através de uma tecnologia revolucionária que pode gerar retornos sobre o investimento em um período de três a cinco anos. É um produto de fácil instalação e que não interfere na arquitetura das construções, com peso e estrutura semelhantes ao das telhas convencionais, mas que agrega valor ao telhado, além de oferecer proteção, conforto térmico e acústico”.

Ruth Rodrigues
Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.